Mergulho no telhado de chuva. Caiem pétalas do céu a pintar o meu corpo dorido. As sobrancelhas do caminho proliferam misturas que a noite sossega nos laços das enseadas coloridas. A roda alternada de um pé a seguir ao outro, o escorrer do perfume pela pele molhada. Este desejo húmido de livremente absorver o cheiro contagiante da pureza. Ando em direcção casa ouvindo a suavidade das cores, cicatrizando a ausência de movimentos nas linhas do alcatrão. Pelo passeio as vozes aparecem por entre as gotas da chuva, o chilrear duma bicicleta ferrugenta rabisca o ar, o cigarro acesso no vício das grades. A iluminação sufocante cobre as poças, formando uma irradiação de círculos, um pingar constante de leveza. Nos muros das casas as flores com os seus tons diversos, derramam a cor das bolhas. Cachos de vermelho, rosa, roxo, com as folhas de verdes diferentes a abrilhantar o socalco das pedras da parede.
Magia da fragrância insaturada duma figueira penetra em mim o seu doce fumo da folha rude, de toque retalhado. Olho para o alto, o chuveiro infiltra-se no triângulo de azulejos, amarelados em semicírculos. A janela assemelha-se a uma aranha, com os vidros rasgados pela madeira. Na cor do refúgio da aranha expande-se uma cor vermelha esbatida nos reflexos. Quase sinto o feitiço de ver uma pessoa a aproximar-se para ver o canto da rua, mas meus olhos fogem para o alto, para a lua. Descaio, caio...
Minha face descai num derreter contínuo, enquanto que os pés marcham calcando a alegria de me molhar. Pego no isqueiro, ergo meu braço e abafo minha cabeça, acedo o fogo do asilo na ponta das folhas enroladas. Corro, cantando músicas de improviso...In The rain of my house...O fumo invade as veias de sangue num tormento de água. Sento-me num banco à espera duma pedra de granizo. Só pingos mais grossos absorvo. O único sítio que não estava molhado, meu rabo. Agora posso dizer que a chuva me pertence no mexer inválido da inviolável permuta de lacrimejar. Distribuo a claridade às gotas de orvalho...Minha ousadia queima meu rosto...Torço a roupa...Rajada de rasgos...
Magia da fragrância insaturada duma figueira penetra em mim o seu doce fumo da folha rude, de toque retalhado. Olho para o alto, o chuveiro infiltra-se no triângulo de azulejos, amarelados em semicírculos. A janela assemelha-se a uma aranha, com os vidros rasgados pela madeira. Na cor do refúgio da aranha expande-se uma cor vermelha esbatida nos reflexos. Quase sinto o feitiço de ver uma pessoa a aproximar-se para ver o canto da rua, mas meus olhos fogem para o alto, para a lua. Descaio, caio...
Minha face descai num derreter contínuo, enquanto que os pés marcham calcando a alegria de me molhar. Pego no isqueiro, ergo meu braço e abafo minha cabeça, acedo o fogo do asilo na ponta das folhas enroladas. Corro, cantando músicas de improviso...In The rain of my house...O fumo invade as veias de sangue num tormento de água. Sento-me num banco à espera duma pedra de granizo. Só pingos mais grossos absorvo. O único sítio que não estava molhado, meu rabo. Agora posso dizer que a chuva me pertence no mexer inválido da inviolável permuta de lacrimejar. Distribuo a claridade às gotas de orvalho...Minha ousadia queima meu rosto...Torço a roupa...Rajada de rasgos...

