Encontro ruas tecidas no mapa de teias, a caminhar pelo interior do lago. Até que num sobressalto, acordo com as mãos dormentes colocados sobre o meu peito. O meu coração explodiu por momentos, com batimentos fortes. Ainda vejo ao longe o vestido comprido a contornar a esquina mal eu bati à porta. Sonho que se têm, e só se compreende parte dos sentidos. Falta uma coisa que em pequeno fazia na altura das festas de verão, que me deliciava. Dava sempre uma volta quando chegava a altura de atirarem o fogo de artifício, e ia juntando as canas que caíam pelas vielas da vila ou da aldeia. Olhava sempre para cima na busca das luzes, na busca duma “seta” que ficasse junto a mim...
Certas coisas pingam na Alma e fazem-me questionar se quando se levita para o céu os pós mágicos, eles deviam orvalhar a espuma do mar? E a resposta é sempre a mesma. Devia sim. Devia quando a essência dos rasgos são verdadeiros, mas por vezes uma cor sobe para a montanha sem sentido, ou apenas com o sentido de pôr uma pincelada. E isso não chega para comprimir a Alma estendida. A mistura da cor que lá no alto se inverte, acaba contorcida na chuva que calca o interior do lago do meu sonho. Não me digam para não sonhar com a essência, porque esse será sempre o rumo mais puro. E eu gosto de rebentar nas cores, vendo a montanha, dançar nas nossas mãos, ouvir bailar a palavra, e tantas coisas que não deixo fugir de mim. Porquê? Simplesmente de quando a letra é pronunciada é sentida, e isso não fico na esquina do olhar. Para lembrar que estou onde a luz me deixa estar, onde a minha escuridão me consegue sublimar, faço penetrar os escorregadios mantos de pétalas.
Os olhos de fogo gemem nas cores perfumadas, sangram pintada nos vitrais, em arcos que no horizonte se guarda o baú de vestes. Vou buscar os arabescos que estão lá guardados. Letras e números que só os feiticeiros conseguem arranjar uns códigos para decifrar...
Hoje ouço Alleine Zu Zweit ao som da nossa dança...É magia sim, pura magia de mãos...Muito mais do que cores...
Certas coisas pingam na Alma e fazem-me questionar se quando se levita para o céu os pós mágicos, eles deviam orvalhar a espuma do mar? E a resposta é sempre a mesma. Devia sim. Devia quando a essência dos rasgos são verdadeiros, mas por vezes uma cor sobe para a montanha sem sentido, ou apenas com o sentido de pôr uma pincelada. E isso não chega para comprimir a Alma estendida. A mistura da cor que lá no alto se inverte, acaba contorcida na chuva que calca o interior do lago do meu sonho. Não me digam para não sonhar com a essência, porque esse será sempre o rumo mais puro. E eu gosto de rebentar nas cores, vendo a montanha, dançar nas nossas mãos, ouvir bailar a palavra, e tantas coisas que não deixo fugir de mim. Porquê? Simplesmente de quando a letra é pronunciada é sentida, e isso não fico na esquina do olhar. Para lembrar que estou onde a luz me deixa estar, onde a minha escuridão me consegue sublimar, faço penetrar os escorregadios mantos de pétalas.
Os olhos de fogo gemem nas cores perfumadas, sangram pintada nos vitrais, em arcos que no horizonte se guarda o baú de vestes. Vou buscar os arabescos que estão lá guardados. Letras e números que só os feiticeiros conseguem arranjar uns códigos para decifrar...
Hoje ouço Alleine Zu Zweit ao som da nossa dança...É magia sim, pura magia de mãos...Muito mais do que cores...
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